quarta-feira, 28 de março de 2012

Filme "Encaixotando Helena"

Título Original: Boxing Helena (EUA, 1993)
Duração: 1 hora e 43 minutos
Direção: Jennifer Chambers Lynch
Elenco: Julian Sands, Sherilyn Fenn, Bill Paxton, Kurtwood Smith.


Sinopse: Nick Cavanaugh (Julian Sands), um famoso cirurgião, fica obcecado pela beleza de Helena (Sherilyn Fenn), uma prostituta de luxo. Ela o rejeita, mas mesmo assim ele tenta convencê-la de que um necessita do outro. No entanto ela tem outros planos, mas acaba sendo vítima de um terrível acidente que a deixa nas mãos do médico. Ele tem então uma macabra ideia para não mais perdê-la: amputar seus pés e seus braços para que ela não mais consiga fugir de sua residência ficando presa a ele para sempre. 

Crítica: Recebi a indicação desse filme de uma colega e curiosa como sou tratei de buscar essa obra para assistir. Tive uma dificuldade imensa em encontrá-la: não consegui baixar e acabei encontrando em VHS em uma locadora de filmes antigos. 

 Pela bizarrice do enredo esperava um filme macabro banhado a mutilação, sangue, sofrimento e forte terror psicológico, porém, nada disso vi. A impressão que tive é que estava vendo um filme de drama misturado com romance, não sei nem explicar-lhes. 

 Eu confesso a vocês que assistindo a poucos filmes eu tive um sentimento tão dúbio: ao mesmo tempo que gostei dele, não gostei.

 O longa é um filme mórbido no qual indubitavelmente a diretora teve criatividade ao criar um enredo inovador mesclando sensualismo com maldade de uma forma que nunca vi. 

 Antes de mais nada, nunca entendi porque esse filme se chama assim, pois em momento algum Helena é colocada em uma caixa, porém, não deixa der ser um nome bem curioso. 

 Ele prendeu minha atenção em alguns aspectos: originalidade, fotografia e efeito visual nas cenas em que Helena aparece "em pé" sem os membros. Juro que fiquei tentando entender como foram feitas e adoraria ver o making of mas nunca encontrei.  A impressão que temos é que a atriz realmente é deficiente física tamanha realidade das cenas. A trilha sonora também me agradara muito, cuja música tema é Woman in Chains - Tears for Fears que eu A-M-O !!

 Em suma, Encaixotando Helena tinha tudo para ser "o" filme mas a ideia perdeu-se a ser pessimamente trabalhada beirando à tosquisse em especial pela interpretação da protagonista que é fraquérrima, sem emoção e exageradamente esdrúxula, fora que é tão antipática que em momento algum há empatia com o espectador. Seu sofrimento não convence nem uma mosca! Pior ainda é quando seus sentimentos começam a mudar em relação à seu algoz e o longa se torna mais um romance do que qualquer outro gênero cinematográfico. 

 Ainda, em momento algum se vê uma única gota de sangue, o que deixou o filme um tanto quanto forçado, afinal de contas como alguém mutila o outro sem derramar sangue? A pessoa sofre um amputamento e logo depois está ali toda bonitinha, sem curativos, sem nada? Descabimento total. 

 Nick foi o único personagem que me convenceu um pouco. Sua obsessão por Helena a ponto de fazer qualquer coisa por ela é assustadora. Seu olhar direcionado à ela, suas atitudes são perturbadoras mas mesmo assim o filme não me empolgou muito. 

 O final então é ridículo! Um tapa na cara do espectador! Juro que fiquei com vontade de jogar o VHS pela janela quando o filme terminou. 

 Como eu disse no começo, não gosto nem desgosto de Encaixotando Helena eis que ao mesmo tempo que é um filme interessante por ser original e absolutamente diferente é bem fraco. Assisti e não recomendo. Mas se sua curiosidade falar mais alto, assista, afinal este filme não tem nada de muito extraordinário e muito menos de assustador. 

 Confiram o trailer:


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2 comentários:

  1. A propósito de um trabalho procurei o filme. Intrigante, no mínimo. Tem razão. Ñ se pode dizer se é bom ou ruim. Ocorreu-me que o inusitado título tenha sido proposital. Encaixotar é uma forma de tolher alguém de movimentos, de ação. Talvez essa
    tenha sido a intenção. O não derramamento de sangue e a imediata (im)possível recuperação de Helena, suscita duas vertentes de pensamento: que ela na realidade não é mutilada, em momento algum, mas só no desejo e no pensamento dele, e que só ele enlouquece de amor diante da indiferença dela; ou que mutilada, a recuperação dela pode ocorrer mais rápido do que a loucura do homem apaixonado. Sendo mais fácil recuperar-se de uma mutilação física do que de uma mutilação moral, de abandono, desafeto, enfim de um amor não correspondido. Na realidade achei o filme uma representação simbólica da loucura de um amor e da frieza da indiferença. Tipo: quando vc me fere, por amor, quem sai ferido é vc.

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  2. Se prestar atenção no inicio do filme verá que o medico é um genial cirrurgião em reimplante de membros.
    "a cirurgia de reinplante da mão amputada do menino nos primeiros minutos do filme."
    Já vi este filme tres vezes, e o que eu entendi da estoria é que o medico retirou cirurgicamente as pernas e os braços da Helena guardou em um frezer e os reimplantou no final.
    Só se ele fosse um idiota para jogar aquelas belas pernas e braços no lixo.

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